É um pouco difícil começar um blog com um tema assim.
Andam dizendo que estou um pouco obcecada pela balança, contando calorias até dum copo d'água, fazendo isso "da forma errada". Talvez um querido diário possa me dar aquela força.
É importante que comece, então, pelas motivações.
Tenho 22 anos, 1m58 e já cheguei a pesar 83kg, depois de fraturar o pé praticando esportes. Há que se dizer que nunca gostei de esportes e estava na academia há mais de um ano quando tive esse "acidente". Entrei decidida a perder peso, continuei pela paixão que descobri ali, já que a perda de peso era insignificante.
Mas nem sempre foi assim... na adolescência, sempre oscilei entre os 68~70 kg. Sempre foi gordinha e ossuda, mas nunca pareci inchada. Era uma coisa muito de biotipo e o sobrepeso era, assim, de uns 7 kg. Ganhei os absurdos 15 kg do parágrafo acima na faculdade. Como a maior parte das pessoas que sofrem com obesidade, eu costumava (e ainda costumo, em termos) comer - literalmente - meus problemas. E entre um namoro indigesto e um emprego horrível havia um cachorro-quente, um espeto de frango, uma coxinha, um pão de batata que me deram 15 kg em dois meses - e que me pertenceram por dois anos.
Já digo de saída que tomei - e ainda tomo - medicamento. Não vou dizer o nome por razões bem óbvias, mas sou acompanhada por um endocrinologista desde o começo e pretendo continuar até que o peso estabilize. Já atingi minha meta: emagreci 20 kg em 4 meses. Só que ainda tenho muito medo de todas as histórias que contam sobre emagrecer com remédios: volta tudo, engorda o dobro, depois nunca mais elimina! Mas, por enquanto, só engordei 3kg nas festas de final de ano.
Em números:
Maio/2010 - 83 kg.
Dezembro/2010 - 62 kg.
Hoje, 12/julho/2011 - 65,5 kg.
O caso é que duns tempos pra cá, mesmo comendo pouco e andando bastante, o numerozinho da balança insiste em subir e subir. Não sei se é inchaço da menstruação, se é balança desregulada ou se eu é que to bagunçada de vez. Só sei que preciso, urgentemente, de mais disciplina. Minha meta nunca foi só emagrecer, mas emagrecer, manter o peso e ter uma vida saudável, acima de tudo; o que significa que quero conseguir manter esses 60 e tantos quilos sem remédio e sem essa neura que me persegue hoje.
Mas sei que, pra isso, a estrada é longa.
E, pra não me perder nela, melhor manter um diário de bordo. Público, que assim me dá a sensação de que to sendo monitorada.
Se tem gente que só funciona no chicote, vamos então às chicotadas!
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